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sexta-feira, 8 de maio de 2009

TDT: Preço alto dos adaptadores dificulta transição digital

Depois de tudo o que tenho lido e ouvido sobre a TDT em Portugal nos últimos doze meses, julguei que já nenhuma notícia me poderia surpreender. Enganei-me!

Na minha opinião estamos a assistir a um verdadeiro “frete” de alguns orgãos de comunicação social à empresa que venceu os concursos da TDT. Os exemplos são vários, talvez o mais flagrante o de um conhecido diário matutino que a pretexto de publicar notícias sobre a TDT se limita a repetir até à exaustão a mesma informação, quase sempre acompanhada de uma lisonjeira foto do presidente da PT! Como alguém já disse, vocês sabem de quem é que eu estou a falar…

Agora até o JN se saiu com este belo titulo: Descodificadores TDT mais cedo que o previsto. Então para quando estavam previstos? Para Abril de 2012? Segundo informação da PT, refere o jornal, a mesma teria colocado nas suas lojas descodificadores à venda mas, surpresa das surpresas, algumas lojas já teriam esgotado o stock! Ou seja, ao mesmo tempo que anuncia que colocou à venda descodificadores, a PT informa que os mesmos já não estão disponíveis!

Tanto quanto pude apurar apenas foram enviados alguns poucos receptores TDT para algumas lojas PT. Há lojas PT em zonas com cobertura que não receberam ainda quaisquer receptores, nem sabem informar se ou quando irão recebe-los. A PT, recorde-se, apresentou a 12 de Janeiro último, dois modelos de receptores de TDT, tendo para um deles (com funcionalidades básicas) anunciado o preço de 50 €. Dos dois modelos de receptores TDT (alegadamente) à venda, o mais barato custa nada menos que 99€, ou seja o dobro do preço anunciado!

Parece pois que continua o spin doctoring da TDT. Alegadamente, para contrariar o impacto negativo na opinião pública da (previsível) falta de receptores a preços acessíveis no lançamento da TDT, os spin doctors “lançam” cá para fora esta pérola! Alegadamente, a mensagem que querem passar para o público é: esqueçam que anunciámos receptores TDT a 50€, tivemo-los à venda por 99€ e a procura foi tanta que já os vendemos todos! Portanto, preparem-se para abrir os cordões à bolsa!

E assim, passo-a-passo se vai dando a volta à opinião pública. É tudo um negócio, já sabemos, e não falta quem esteja disposto a alinhar no jogo. Mas eu, como se costuma dizer, para esse peditório, já dei.

Notícias relacionadas:
Adaptadores TDT serão mais caros que o anunciado

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Emissão definitiva da TDT disponível para teste

O sinal da TDT ainda não chegou ao seu local de residência? Gostaria de apreciar a qualidade das emissões da TDT?

A Portugal Telecom disponibilizou há poucos dias um ficheiro com uma amostra do stream definitivo da TDT. Trata-se de uma gravação de uma emissão da TDT, para que os fabricantes de equipamentos TDT interessados possam comprovar a compatibilidade dos seus aparelhos com a TDT portuguesa. O ficheiro em questão tem a duração de apenas alguns segundos, no entanto é o bastante para o fim a que se destina.

Para visualizar o ficheiro pode utilizar o conhecido programa VLC, um media player gratuito. Após abrir o ficheiro, e como a duração do video é muito curta, é aconselhável colocar o ficheiro em loop. Isto faz-se acedendo a Lista de reprodução/Show Playlist.

Ao abrir o ficheiro será exibido apenas um canal. No entanto, o ficheiro contém o Mux A completo! Ou seja, toda a informação transmitida: 5 canais de TV, o guia de programação e outra informação. Para “mudar de canal”, basta aceder a Playback/Program e seleccionar o programa pretendido.




Se o seu televisor tiver entrada HDMI (ou DVI), pode ligar a saída digital (DVI ou HDMI) da placa gráfica do computador ao televisor e dessa forma apreciar melhor a qualidade de emissão. Para os melhores resultados regule a resolução da placa gráfica para a mesma resolução do televisor. Por exemplo, se o seu LCD suporta 1360x768, regule a resolução da placa gráfica para esse valor.

Nesta emissão particular, como poderão comprovar, o canal de alta definição transmite uma vulgar emissão em resolução standard (4:3 - 720x578) da TVI, que foi transformada em HD (16:9 - 1280x720). Neste caso concreto, não se trata portanto de verdadeira alta definição (não é HD nativo).


A tabela seguinte contém a repartição do bitrate do video desta emissão, por programa. Como a multiplexagem é estatística, o bitrate utilizado por cada um dos programas não é fixo, antes varia no tempo.

Relativamente ao audio, o mesmo sofreu alteração relativamente ao primeiro ficheiro disponibilizado. Agora é utilizada a compressão MPEG-4/AAC com um bitrate médio aproximado de 100Kbps (no stream amostra pelo menos).

domingo, 5 de abril de 2009

TDT: a SIC enganou-se…

A SIC transmitiu hoje, no Jornal da Noite uma reportagem sobre o início das transmissões de TDT portuguesa que, como é sabido, irão ter lugar no próximo dia 29 em alguns locais do país (continente e ilhas).

Desde sempre reclamei sobre a falta de informação sobre a TDT, especialmente da parte das televisões. Assim, quando ouvi o anúncio da reportagem, fiquei naturalmente satisfeito e atento. Mas a satisfação durou pouco tempo! O jornalista dá algumas explicações sobre TDT em linguagem descomplicada, e até aqui tudo muito bem. A dada altura fala nos receptores (chamou-lhes descodificadores), e espalha-se…

É que, de acordo com a peça que a SIC emitiu, os receptores para receber (a nossa) TDT custam (no estrangeiro, segundo o jornalista) entre 35 € e 150 €, o que não corresponde à verdade! E isto apesar de utilizar na sua demonstração um receptor (um dos que foi também utilizado na demonstração da PT em 12/01), que custa 400 €!

Como muitos leitores bem sabem, e como o jornalista também informou, os televisores e receptores para receberem a TDT portuguesa devem ser compatíveis com a norma MPEG-4. Os receptores DVB-T que suportam o MPEG-4 são escassos e caros, basta fazer algumas pesquisas. Os preços que o jornalista referia dizem respeito aos receptores que suportam “apenas” a norma MPEG-2, incapazes de receber a TDT portuguesa!

Na sua peça, a SIC consultou a PT, mas, aparentemente, ou não colocaram a questão, ou não houve coragem de divulgar a resposta (ou ausência dela). Estou a referir-me ao já célebre receptor MPEG-4 HD a 50 €, anunciado pelo presidente da PTelecom, mas que ainda ninguém viu à venda ou sabe quando estará disponível!

Apesar de contactada à vários meses por mim (e por outros) sobre a necessidade de alertar os telespectadores para a importância da particularidade da norma adoptada pela PTelecom para a TDT portuguesa, a SIC (tal como RTP e TVI) decidiu ficar à margem deste (polémico) assunto. É ironia do destino que agora tenha “escorregado” nessa mesma questão!

O video da notícia pode ser acedido aqui .

Nota: Já existem à venda em portugal receptores TDT MPEG-4 compatíveis com a TDT portuguesa.

quarta-feira, 4 de março de 2009

TDT Espanhola ganha terreno em Portugal

Enquanto a TDT portuguesa não inicia as suas emissões (anunciadas para 29 de Abril), a TDT dos nossos vizinhos espanhóis tem cada vez mais adeptos entre os portugueses que residem perto da fronteira.

A recepção da TDT espanhola em Portugal não é novidade, no entanto, à medida que se aproxima o “apagão” ou “desligamento” analógico total em Espanha (em 2010), a cobertura tem vindo a melhorar progressivamente, aumentando o seu alcance, permitindo chegar a várias localidades e cidades portuguesas (Évora, Guarda, Chaves, Bragança, etc…) próximas de Espanha. A distância máxima varia de local para local.

O interesse pela TDT espanhola é compreensível, dada a quantidade e qualidade da oferta de canais gratuitos. São mais de 20 canais de televisão de âmbito nacional e regional e também algumas rádios. Na oferta estão canais como: Teledeporte, Disney Channel e SET (Sony TV).

Para receber a TDT espanhola, a parte mais complicada (e dispendiosa) é conseguir um sinal suficientemente forte (para quem está mais afastado dos emissores), que permita a sua correcta recepção. As emissões da TDT gratuita espanhola utilizam a norma de compressão MPEG-2, para a qual existe uma grande oferta de equipamentos (televisores e receptores), a preços muito acessíveis. Estes equipamentos, no entanto, não permitirão receber a TDT Portuguesa, que utilizará a norma MPEG-4/H.264. O contrário já será possível, ou seja, os equipamentos MPEG-4 são compatíveis com a norma MPEG-2. Um equipamento apto a receber a TDT portuguesa poderá também receber a TDT espanhola.

Talvez consciente do “avanço” da TDT espanhola em território português, a PTelecom já instalou há algumas semanas, um pequeno emissor de TDT na cidade da Guarda, que emite em regime experimental (como todos os outros). O alcance, segundo alguns relatos, é de 30-40Km.

Entretanto, em cidades com maior densidade populacional como Porto, Coimbra e Aveiro, ainda não há qualquer sinal de emissão. Estranho, pois estas cidades estão incluídas na fase 1 do plano de implantação da TDT, enquanto a Guarda seria contemplada apenas na fase 5.

A menos de 60 dias da data do arranque da TDT, aguardamos a divulgação das 8, 10 ou 12 regiões ou localidades onde será possível receber as primeiras emissões “piloto” de TDT em Portugal.

Obs.: A imagem utilizada neste post é um exagero e não retrata nem pretende retratar a realidade!

Links:

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Ainda o MPEG-4

Apesar de nem Anacom nem PTelecom terem ainda divulgado publicamente as opções tecnológicas adoptadas, alguns insistem em afirmar que o MPEG-4 sempre esteve definido como o único sistema de compressão a utilizar pela TDT portuguesa.

O único documento conhecido e possível de interpretar relativamente a esta matéria é o caderno de encargos relativo ao Mux A:

Extractos do caderno de encargos do Mux A (o destaque a negrito é meu):

«…
3.2.1. Capacidade de base
A capacidade de base a reservar para os serviços de programas televisivos em definição standard referidos em 3.1 deve ser, tendo como referência a utilização de compressão MPEG-4 Parte 10 - AVC/H.264, a cada momento, e no mínimo, a seguinte:
• Território do Continente 11,0 Mbit/s;
• Regiões Autónomas 13,2 Mbit/s.
No território do Continente, deverá ainda ser reservada no mínimo uma capacidade adicional de 3,8 Mbit/s para a difusão dos elementos de programas em alta definição, tal como referido em 3.1..

Neste capítulo serão particularmente valorizadas propostas assentes na utilização de sistemas de compressão mais eficientes, como a referida anteriormente, devendo, no caso de propostas com base noutros sistemas, ser especificada a capacidade a reservar, para a obtenção de níveis de desempenho similares aos referidos, para o caso de utilização de MPEG-4 Parte 10 - AVC/H.264.

4.1. Sistema tecnológico
Os concorrentes devem especificar a solução tecnológica que se propõem utilizar com base no sistema Europeu DVB-T e de acordo com a respectiva normalização (normas, recomendações e especificações técnicas), nomeadamente a referida no Anexo 4.

Para além do disposto, os concorrentes devem ainda especificar as suas opções, quanto à eventual utilização de sistemas de compressão mais eficientes, tal como o MPEG-4, Parte 10 – AVC/H.264.
…»

Analisando objectivamente o que está escrito, julgo que podem ser tiradas as seguintes conclusões:
  • O estado valoriza particularmente propostas que adoptem o MPEG-4.
  • O MPEG4 é mencionado como sistema de compressão referência.
  • O Estado não exclui a adopção de outros sistemas de compressão (leia-se MPEG-2).
Portanto, (no papel) o MPEG4 nunca esteve definido como o único sistema de compressão, apenas a opção favorecida pelo Estado. Os concorrentes, poderiam ter proposto a utilização do MPEG2 para o Mux A. Dada a realidade existente (sistema já adoptado em Espanha, disponibilidade e preço dos equipamentos mpeg4, base já instalada de televisores com tdt mpeg2), era razoável acreditar que o Mux A utilizaria o MPEG-2. Hoje é sabido que não será assim.

Links: