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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Apagão analógico em Aveiro, Braga, Guarda, Porto, Vila Real e Viseu

Teve lugar ás 11 horas de hoje o desligamento do emissor analógico de televisão em São Macário, marcando o fim da primeira fase da migração para a TDT da faixa litoral de Portugal Continental. Este switch off afecta os distritos de Aveiro, Braga, Guarda, Porto, Vila Real e Viseu, num total de 3,1 milhões de pessoas e 1,1 milhões de famílias, segundo a Anacom. O "apagão" não será total nestes distritos, pois alguns dos principais emissores (Lousã, Monte da Virgem e Marão) continuam activos até ao dia 26 de Abril.

Para além do emissor de São Macário, serão desligados a partir de hoje, vários retransmissores: Préstimo, Viseu, Cedrim, Vouzela, Vale de Cambra, Covas do Monte, Santa Maria da Feira, Arouca, Rio Arda, Lalim, Vila Nova de Gaia, Foz, Valongo, Santo Tirso, Caldas de Vizela, Caldas de Vizela II, Amarante, Gondar, São Domingos, Ancede, Caldas de Aregos, Resende, Lamego e Santa Marta de Penaguião. Para a maioria das localidades servidas por este emissor e retransmissores, continuarem a receber televisão terrestre, agora só através da Televisão Digital Terrestre (TDT). No entanto, várias localidades terão que recorrer à recepção via satélite (TDT Complementar), pois há várias zonas de sombra onde o sinal da TDT não chega.

Os próximos desligamentos terão lugar a 22 de Março nos Açores e na Madeira.

O "apagão" final no Continente começará a 26 de Abril, quando está previsto o desligamento dos restantes emissores e retransmissores. Nessa data serão desligados os emissores da Lousã, Monte da Virgem, Montejunto, Marão, São Miguel, Mendro, São Mamede, Gardunha, Mosteiro, Marofa, Bornes, Bragança – Nogueira, Leiranco, Muro, Valença. Nos dias seguintes serão progressivamente desligados os restantes retransmissores.


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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

APAGÃO ANALÓGICO EM COIMBRA, LEIRIA E SANTARÉM

Teve lugar hoje, com o desligamento do emissor de Reguengo do Fetal (Batalha), o inicio da quarta etapa do novo calendário para a cessação das emissões analógicas de televisão na zona litoral do continente. Para além deste emissor, serão desligados a partir de hoje, vários retransmissores: Vale de Santarém, Sobral da Lagoa, Mira de Aire, Candeeiros, Alcaria, Tomar, Ourém, Caranguejeira, Leiria, Alvaiázere, Avelar, Pombal, Castanheira de Pera, Espinhal, Senhora do Circo, Padrão, Ceira dos Vales, Vale de Açôr, Vila Nova de Ceira, Ceira, Coimbra, Caneiro, Cidreira, Lorvão, Penacova, Mortágua, Avô e Benfeita. Para as localidades servidas por este emissor e retransmissores, receber televisão terrestre, agora só através da televisão digital terrestre (TDT).

O emissor do Reguengo do Fetal e os retransmissores em questão, servem parte do litoral centro do país. No entanto, com venho informando desde há longa data, muitas localidades dos distritos de Coimbra, Leiria e Santarém, hoje afectados, continuarão a receber o sinal analógico, uma vez que os emissores da Serra da Lousã e da Serra de Montejunto (com grande alcance) continuarão activos até ao dia 26 de Abril.

A próxima etapa terá lugar a 23 de Fevereiro com o desligamento do emissor de São Macário e os retransmissores de: Préstimo, Viseu, Cedrim, Vouzela, Vale de Cambra, Covas do Monte, Santa Maria da Feira, Arouca, Rio Arda, Lalim, Vila Nova de Gaia, Foz, Valongo, Santo Tirso, Caldas de Vizela, Caldas de Vizela II, Amarante, Gondar, São Domingos, Ancede, Caldas de Aregos, Resende, Lamego e Santa Marta de Penaguião.

Para mais informação sobre a recepção da TDT (localização dos emissores TDT, antenas, dicas de instalação, etc.), pode consultar os vários destaques aqui no blogue TDT em Portugal.

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

PT vai reforçar cobertura TDT em sedes de concelho

A Portugal Telecom informou que vai reforçar a cobertura do sinal de TDT nas sedes de concelho com menor cobertura, sempre que haja viabilidade técnica e que a complexidade do sistema o permita. Segundo a mesma, este reforço será gradual e de acordo com o calendário do switch-off, passando a cobertura dos cerca de 90% actuais (segundo a mesma) para 93/94%. Tal como o blogue TDT em Portugal informou, ainda no final da semana passada entrou em funcionamento um emissor TDT na cidade de Ourique.

Como habitual, a operadora deixa os consumidores em “suspense” pois não divulga os locais onde esse reforço irá ocorrer. Isto é mau (como já critiquei em diversas ocasiões) porque os cidadãos arriscam-se a gastar mais dinheiro do que o necessário. Nalguns casos, com o reforço da cobertura poderá já não ser necessário trocar a antena ou nos casos mais complicados pode já não ser necessário recorrer à recepção via satélite (compra do kit TDT Complementar). Os portugueses que tantas vezes são criticados por deixarem tudo para a última hora, infelizmente, no caso da TDT, têm muitas razões para adiarem a migração. Muitas famílias poderão já ter gasto dinheiro desnecessariamente. E não se divulgando as localidades onde o reforço de sinal irá ter lugar, poderá muito bem acontecer que com este anúncio muitas pessoas adiem ainda mais a migração para a TDT.

Está pois a verificar-se a situação para a qual alertei em Junho de 2010:

«Tal como a Anacom reconhece, Portugal vai ter um dos menores períodos de simulcast. Este período, em que as emissões digitais e analógicas coexistem, é fundamental para dar tempo, não só para os telespectadores prepararem as suas instalações para o sinal TDT, mas também para o operador de rede proceder a correcções na cobertura! Por muitas medições no terreno que sejam realizadas, só após uma adesão significativa da população serão detectados muitos problemas na recepção da televisão digital terrestre! E acreditem, em muitos locais do país vão existir problemas de cobertura que será necessário solucionar. Se não há ninguém a captar o sinal, os problemas, naturalmente, passam despercebidos.»

Só agora, a poucas semanas ou meses dos desligamentos e com uma adesão minimamente significativa da população, muitas das dificuldades de recepção do sinal estão a ser detectadas. Dificuldades essas que levam tempo a solucionar. Esta situação era previsível, pois em Portugal e ao contrário de praticamente todos os países, a TDT está a ser imposta à população que, naturalmente, adiou o mais possível a migração o que vai tornar os desligamentos tudo menos “tranquilos”.

Recordo mais uma vez que a PT garantiu em diversas ocasiões que estaria em condições de antecipar o switch-off em 12 meses (para Janeiro de 2011) e que Portugal seria exemplar no switch-off. As palavras são do CEO da PT:

«em 1 de Janeiro de 2011 Portugal estará na linha da frente de tudo o que de melhor vai acontecer na Europa»
«o nosso país vai ser exemplar no switch-off e uma referência a nível europeu»

A realidade, como sabemos, é bem diferente! A novela da TDT à portuguesa continua…

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Coberturas micro – Facturas macro: autarquias suportam o custo da TDT!

Como tem sido divulgado no blogue TDT em Portugal, muitas povoações correm o risco de ficar de fora da Televisão Digital Terrestre. Isto porque o plano técnico apresentado pela PT e aprovado pela ANACOM apresenta uma meta de cobertura terrestre relativamente baixa: 90% da população no final da implementação da rede. Este valor é inferior á cobertura dos canais analógicos e compara mal com a cobertura da rede de TDT espanhola que atinge os 98,5% e chega mesmo a cobrir vastas zonas do território português.

Para os restantes 10% da população resta a opção satélite (TDT Complementar) que apresenta limitações técnicas e que na maioria dos casos fica bastante mais cara para as populações, contrariando o que havia ficado estabelecido no título que autoriza a PT e emitir a TDT (Artigo 9 nº2 do direito de utilização de frequências ICP-ANACOM Nº 6/2008). Diga-se de passagem que recebendo os canais por satélite, já não estamos a falar de televisão digital terrestre, pois o sinal para além de não ser recebido por via terrestre, é diferente do sinal da TDT.

Por isso, desde há largos meses alguns autarcas vêm reclamando da PT e da ANACOM a instalação de mais emissores ou retransmissores (Gap-Fillers) a fim de serem eliminadas zonas sombra do sinal TDT. As reuniões têm-se repetido, mas na maioria dos casos não têm dado os resultados pretendidos pois a PT não está disposta a suportar o acréscimo de custos relativamente ao que ficou estabelecido no concurso da TDT. Recentemente chegou ao conhecimento público* que a PT estaria a reclamar 30000 Euros para cada Gap-Filler a instalar. Será alegadamente o caso de uma proposta apresentada à Câmara Municipal de Vouzela, em que para a instalação de três micro-coberturas em povoações do concelho, seriam cobrados 90 mil euros.

No final da semana passada, a poucos dias do “apagão” analógico do emissor da Fóia (que ocorreu hoje), chegou a informação que a PT havia instalado um emissor TDT na encosta da Picota, onde já existem retransmissores de televisão analógica, o qual terá permitido retirar cerca de 3000 habitantes de Monchique da zona de sombra. Mas de acordo com reportagens, outros habitantes ficaram mesmo sem televisão, como foi o caso de Alferce, também em Monchique. Outras localidades têm optado por soluções tecnicamente menos sofisticadas e mais baratas como foi o caso de São Martinho de Angueira em Miranda do Douro, que instalou um micro-repetidor por apenas 3800 Euros. É importante referir que a instalação deste tipo de equipamentos requer autorização prévia da ANACOM. No entanto a mesma (aparentemente) tem fechado os olhos pois há vários anos que existem retransmissores analógicos instalados em vários pontos do país que não constam da lista oficial. A instalação de emissores ou retransmissores sem a apresentação prévia de um plano técnico e validação técnica pode vir a criar problemas de recepção noutras zonas.

A razão para a inferior cobertura do sinal da TDT não é pois técnica, é económica. Vários sites onde actualmente é emitida televisão analógica poderiam perfeitamente passar a emitir a TDT. Não o fazendo está a transferir-se para as populações o custo da mudança tecnológica. Mas outra questão se poderá colocar. Se não é do conhecimento público o plano técnico apresentado pela PTC, como saber se algumas zonas de sombra não são causadas por deficiente planeamento ou execução? Teremos que confiar na ANACOM?   

Sendo a PT uma empresa em que o Estado está representado e tem direitos especiais, não deveria ser o próprio Estado a pressionar a PT a fim de aumentar o nível de cobertura terrestre da TDT? Porque não é destinada parte da verba arrecadada com os leilões de frequências para custear o melhoramento da rede? Onde está a sensibilidade social do Governo?

*Intervenção na AR do deputado Bruno Dias, do PCP em 5/01/2012.


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sábado, 7 de janeiro de 2012

APAGÃO ADIADO EM VÁRIOS PONTOS DO PAÍS!

A ANACOM acabou mesmo por adiar o "apagão" analógico marcado para a próxima semana, como informei ontem. De um "apagão" que seria levado a cabo em vários emissores e retransmissores de Norte a Sul do litoral do país, passamos agora a um "apagão" faseado no tempo com término previsto para 23 de Fevereiro. Ainda no dia anterior (consultar post anterior) o responsável da ANACOM para a TDT havia afirmado que não havia qualquer razão que justifica-se fazer qualquer adiamento.

O calendário para a 1.ª fase do Plano para o Switch-Off fica agora assim:

12 de janeiro de 2012:
Emissor: Palmela;
Retransmissores: Alcácer do Sal, Melides e Sesimbra.

23 de janeiro de 2012:
Emissor: Foia - Monchique;
Retransmissores: Santiago do Cacém, Cercal do Alentejo, Odemira, Odeceixe, Monchique, Aljezur e Silves.

1 de fevereiro de 2012:
Emissor: Lisboa-Monsanto;
Retransmissores: Areeiro, Barcarena, Caparica, Carvalhal, Cheleiros, Estoril, Graça, Montemor-o-Novo, Odivelas, Sintra, Malveira, Sobral de Monte Agraço, Coruche e Cabeção.

13 de fevereiro de 2012:
Emissor: Reguengo do Fetal;
Retransmissores: Vale de Santarém, Sobral da Lagoa, Mira de Aire, Candeeiros, Alcaria, Tomar, Ourém, Caranguejeira, Leiria, Alvaiázere, Avelar, Pombal, Castanheira de Pera, Espinhal, Senhora do Circo, Padrão, Ceira dos Vales, Vale de Açôr, Vila Nova de Ceira, Ceira, Coimbra, Caneiro, Cidreira, Lorvão, Penacova, Mortágua, Avô e Benfeita.

23 de fevereiro de 2012:
Emissor: São Macário;
Retransmissores: Préstimo, Viseu, Cedrim, Vouzela, Vale de Cambra, Covas do Monte, Santa Maria da Feira, Arouca, Rio Arda, Lalim, Vila Nova de Gaia, Foz, Valongo, Santo Tirso, Caldas de Vizela, Caldas de Vizela II, Amarante, Gondar, São Domingos, Ancede, Caldas de Aregos, Resende, Lamego e Santa Marta de Penaguião.

A decisão da Anacom pode ser consultada aqui.

Destaco a seguinte passagem:

«Esta conclusão está em linha com os resultados dos inquéritos levados a cabo em dezembro último, que revelam existir ainda uma percentagem não negligenciável de lares que, estando abrangidos pela 1.º fase do PSO e necessitando de se preparar para a receção da televisão digital terrestre, declaram que ainda não efetuaram essa preparação, nem o tencionam fazer

Na prática A ANACOM ADIOU O SWITCH -OFF em várias zonas do país, nalguns casos em mais de um mês. Informo que estes desligamentos são levados a cabo por pessoal técnico da PT afecto a várias áreas de intervenção (zonas do país).

Na minha opinião, pretende-se desta forma (fragmentando o "apagão" por vários "apagões" de menor dimensão) diminuir o impacto de uma eventual reacção negativa das populações e as repercursões nos meios de comunicação social. Dividir para conquistar...

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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Falhas na recepção da TDT têm origens múltiplas

Desde que arrancaram as emissões de Televisão Digital Terrestre, as questões relacionadas com a recepção do sinal têm motivado um interesse crescente, o que é compreensível. A tecnologia utilizada é bastante mais exigente quanto à qualidade das instalações de recepção e coloca novos desafios aos técnicos instaladores. Embora o blogue TDT em Portugal não seja um consultório técnico, tenho dedicado vários posts aos assuntos mais técnicos tentando utilizar uma linguagem o mais acessível possível. Muitos leitores e instaladores têm partilhado experiências, muitas vezes queixando-se de problemas na recepção do sinal. Muitos mostram-se decepcionados, pois dizem que, “afinal não é só ligar e já está, como diz a publicidade”.

Como tenho escrito, as causas dos problemas podem ser de vária ordem e muitas vezes não têm origem na emissão de TDT mas sim nos sistemas de recepção que não estão devidamente adaptados ao novo sinal. Muitas antenas são simplesmente instaladas “a olho”, orientadas para o emissor mais próximo quando em muitos casos o emissor mais próximo não é a melhor opção. Noutros casos simplesmente não há condições para se obter uma recepção fiável e a solução é a recepção da TDT por satélite. No entanto, de facto, algumas falhas na recepção do sinal TDT têm origem na rede de distribuição/emissão do sinal. Estas falhas traduzem-se em pixelizações e congelamento da imagem(*) ou até à interrupção momentânea da emissão. Importa dizer que não existe uma rede perfeita, as falhas fazem parte da equação.

A rede de TDT utilizada em Portugal é operada e propriedade da PT Comunicações. No Continente e na Madeira foi adoptada a tipologia SFN (rede de frequência única), o que significa que todos os emissores utilizam a mesma frequência (canal 56 no Continente e canal 54 na Madeira). Este facto apresenta vantagens mas também algumas desvantagens importantes! A vantagem principal reside no facto de se poupar imenso espectro, pois apenas se utiliza um único canal de emissão. No entanto, para que todos os emissores utilizem a mesma frequência são necessários cuidados extremos no planeamento e execução da rede para que se garanta a máxima disponibilidade possível do sinal, ou seja, para se conseguir uma recepção com o menor número possível de falhas. Para que todos os emissores possam utilizar a mesma frequência, o sinal é emitido obedecendo a um parâmetro chamado “Intervalo de Guarda”, que permite a sobreposição de sinais provenientes de vários emissores desde respeitem uma distância máxima entre si, que no Continente é de aprox. 67Km.

Como disse, as falhas de sinal podem ter várias causas, tanto no lado da recepção como no lado da emissão. A rede que vem sendo implementada tem-me suscitado algumas reservas, nomeadamente relativamente à localização escolhida e potência de alguns dos emissores, especialmente na faixa do Litoral entre a Figueira da Foz e o Porto, dado que é uma zona onde com alguma frequência (sobretudo no Verão) as condições de propagação podem mais que duplicar o alcance dos emissores, criando naturalmente interferências destrutivas que podem impossibilitar a recepção correcta do sinal.

Já disse que na minha opinião esta rede teve por base essencialmente critérios economicistas. Tenho guardado a maioria dessas reservas para mim mesmo uma vez que a rede ainda não estava completa, o que parece ser agora o caso. Recordo que a rede TDT obedece a um plano técnico apresentado pela PTC na fase de concursos. A PTC deve cumprir esse plano e, caso pretenda introduzir alterações, tem que as submeter à aprovação da ANACOM. Ora, curiosamente, as potências de emissão dos emissores TDT divulgadas pela ANACOM sofreram recentemente em muitos casos aumentos significativos sem que haja conhecimento de algum pedido nesse sentido e respectiva autorização por parte da ANACOM. Como já comentei, isso não quer dizer que as potências tenham de facto aumentado, pois pode dar-se o caso das potências anteriormente divulgadas estarem erradas. Aliás, recebo vários emissores e não notei variação na potência de emissão, embora isso também não seja garantia absoluta que ela não tenha ocorrido. Caso tenham de facto ocorrido os aumentos de potência relativamente ao plano inicial, sem que tenham sido adoptadas outras alterações, isso terá forçosamente um impacto significativo no comportamento da rede, especialmente tendo em conta o que escrevi mais acima. Mas, como escrevi há muito tempo atrás, tão importante como conhecer a localização e potência de emissão dos emissores é conhecer o seu diagrama de irradiação, um dado que quer a PTC quer a ANACOM não facultam.

Do lado da emissão as falhas podem ter várias origens: na cabeça de rede (em Monsanto), na rede de distribuição e nos emissores. Falhas com origem na cabeça de rede serão necessariamente propagadas por toda a rede e serão reproduzidas em todos os equipamentos de recepção. Falhas na rede de distribuição afectam a parte da rede imediatamente a seguir ao local da falha. Uma falha num emissor afecta a zona servida por esse emissor mas, consoante o tipo de problema, pode afectar também outras zonas que o seu sinal alcance.

É convicção minha que muitos dos problemas de recepção têm origem em falhas na rede de distribuição do sinal. Os emissores são alimentados por rede de fibra óptica ou rádio frequência, consoante a disponibilidade no site. Todos os emissores têm, num dado momento, de emitir exactamente o mesmo conteúdo, bit por bit. Caso isso não aconteça em algum emissor devido a uma falha momentânea na rede de distribuição, perante a rede SFN o sinal desse emissor comporta-se como sinal interferente, com efeito destrutivo, podendo naturalmente afectar a recepção do sinal TDT em zonas abrangidas por outros emissores, mesmo que elas ainda estejam dentro do intervalo de guarda! Uma discrepância na configuração de um emissor pode também causar efeitos semelhantes.

Naturalmente, são situações que requerem uma investigação meticulosa e deveriam merecer a atenção da PTC e da ANACOM o que aparentamente não tem acontecido. Dada a forma "trapalhona" como a rede tem sido implementada não me surpreendia se não existisse qualquer tipo de monitorização das emissões.

É aliás um problema que não afecta só as emissões TDT. A distribuição do sinal de rádio da RDP é também da responsabilidade da PTC e tem sofrido problemas semelhantes (embora parte da rede seja diferente) que duram há vários anos, tendo eu também escrito a esse respeito. Neste caso a RDP atira as responsabilidades para a PTC e a PTC atira as responsabilidades para a RDP!

Volto a frisar que muitos dos problemas de recepção da TDT devem-se a deficiências nas instalações de recepção dos telespectadores e podem ser facilmente corrigidos. Apesar das falhas ocasionais, a qualidade de imagem dos quatro canais (RTP1, RTP2, SIC e TVI) através da recepção da TDT por antena terrestre é actualmente superior à qualidade de imagem desses canais obtida através dos serviços de televisão via satélite.

* estas falhas são muitas vezes causadas por interferências causadas ao sinal no local de recepção.

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Retransmissor da TVI de Vale de Cambra alimentado com sinal TDT

O retransmissor da TVI de Vale de Cambra que emite no canal 58 banda UHF e que serve boa parte do distrito de Aveiro deixou de ser alimentado a partir da rede de distribuição da RETI e é agora alimentado pelo sinal da rede de TDT. Infelizmente, esta alteração foi mal implementada e a qualidade de imagem baixou bastante pois os níveis de video não estão correctos. Também o som sofre interferências frequentes das redes de telemóvel. É certo que já falta pouco para o encerramento das emissões analógicas, mas isso não é desculpa para brindar os telespectadores com má qualidade de imagem.


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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Falta de cobertura atrasa migração para a TDT

A dificuldade de acesso ao sinal TDT é referida por muitos leitores do blogue TDT em Portugal como a razão pela qual ainda não mudaram para a Televisão Digital Terrestre. A ausência de atractivos (mais canais) é, sem surpresa e com largo avanço, a razão principal.

De acordo como a licença de utilização do espectro, a PTC (empresa responsável pela rede de emissores) estaria obrigada a assegurar a cobertura de pelo menos 87% da população por sinal terrestre até 31/12/2010. Segundo informação prestada por fonte ligada à PT, a rede seria composta por 180 emissores. E, apesar de um alto responsável da ANACOM ter informado que até ao final de 2010 tudo ficou pronto, a verdade é que ainda em Outubro a PT anunciou a entrada em funcionamento de novos emissores e, dos 180 planeados, até à data só foram instalados 173. O blogue TDT em Portugal apurou que a PTC terá cancelado a instalação de alguns emissores, não sendo no entanto claro se o valor divulgado inicialmente (180) já contemplava essa redução.

O que é certo é que existem ainda muitas localidades sem cobertura ou com cobertura deficiente de TDT. Como escrevi em ocasiões anteriores, dado que para muitas destas localidades a data (prevista) para o apagão analógico se aproxima a passos largos, é essencial saber-se se serão beneficiadas com a eventual entrada em funcionamento de algum emissor TDT. As populações necessitam e merecem saber como poderão continuar a receber a RTP a SIC e a TVI. Se por antena terrestre ou por satélite. A informação disponibilizada pela PT é insuficiente e por vezes contraditória ou mesmo errada.

É que os custos de adaptação para a TDT podem variar muito consoante o sinal TDT recebido, daí a importância do público (ou pelo menos os técnicos instaladores) serem atempadamente informados, o que não tem sido o caso. A razão para tal atitude por parte da PT até não é difícil de adivinhar. A cobertura prevista para a TDT (por sinal terrestre) é bastante inferior á actual cobertura analógica da maioria dos canais e as queixas são inevitáveis, como aliás já acontece com várias freguesias de Trás-os-Montes que, quando suspeitaram que não seriam servidas por emissores TDT e que teriam que recorrer à recepção por satélite (bastante mais cara na maioria dos casos) protestaram junto da ANACOM e da PT com a qual travam actualmente um braço de ferro.

Este valor de cobertura por emissores terrestres (87%) fica também bastante abaixo do de outros países com uma geografia semelhante ou ainda mais desfavorável que a nossa. A título de exemplo, como referi no comparativo com a TDT espanhola que publiquei recentemente, aí a cobertura dos muxs de âmbito nacional é de 98,5%!

Apesar de (aparentemente) a rede não estar ainda concluída, fica evidente que a cobertura vai deixar de fora muitas localidades de várias zonas do país que actualmente são servidas por sinal analógico. Questões técnicas à parte, a meta de cobertura é pouco ambiciosa e foi definida sobretudo com base em critérios economicistas. Não é aliás coincidência que muitos dos locais sem cobertura terrestre têm sido “visitados” com regularidade por agentes das operadoras de televisão por subscrição. Idem para o silêncio relativamente à entrada em funcionamento dos emissores TDT, ao contrário do que sucedia com emissores e retransmissores analógicos, em que se informava os telespectadores nos canais de TV.

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quinta-feira, 16 de junho de 2011

TDT: Apagão no Cacém deixou 1000 famílias sem televisão (act.)

Foi hoje concretizado o segundo “apagão” da televisão analógica portuguesa. Pelas 11h30m da manhã técnicos da PTC desligaram o retransmissor de televisão analógica do Cacém, que transmitia a RTP1, RTP2, SIC e TVI para as localidades de Cacém, Agualva, Belas, Massamá, Mira-Sintra, Rio de Mouros e S. Pedro de Penaferim. No ecrã dos televisores pode agora ver-se unicamente um aviso do encerramento das emissões. Nestas localidades, para continuar a ver os 4 canais com qualidade e sem pagar assinatura, só através da TDT.

Segundo informação da ANACOM (a entidade responsável), devido ao desligamento do retransmissor, cerca de mil famílias perderam acesso aos 4 canais de televisão. De acordo com dados avançados em Maio também pela ANACOM, estas mil famílias representam metade do total de famílias afectadas pelo desligamento do retransmissor do Cacém. Ou seja, metade dos residentes sem contrato de televisão por assinatura ficou sem televisão! O meu aviso relativamente à necessidade de retirar ensinamentos da experiência de Alenquer e tomar medidas de correcção, comprova-se que fez todo o sentido.

Metade dos cidadãos afectados pelo desligamento terem ficado sem acesso à televisão é inaceitável e prova evidente do falhanço da estratégia adoptada para a televisão digital terrestre portuguesa e que denunciei logo em 2008.

A “experiência” do Cacém, apesar de afectar um número relativamente baixo de habitantes, comprova, mais uma vez, que há muito a fazer para que os desligamentos previstos para 2012 decorram sem sobressaltos. E os políticos têm motivos para ficar preocupados! A desculpa que ouvi hoje do responsável máximo pela TDT é típica: nós fizemos tudo para informar as pessoas… Uma ova!

O processo de introdução da televisão digital terrestre em Portugal tem desde o inicio sido uma verdadeira anedota de mau gosto. Estava já mais que provado que é necessário motivar as pessoas para aderir à TDT. E isso só poderá acontecer introduzindo algo de valor para todos os cidadãos ou seja, aumentando a oferta de programas. Até o próprio director da RTP Memória já defende a disponibilização do canal em sinal aberto! Em 2009 fui o autor de uma petição que propunha isso mesmo: trazer a RTP Memória e a RTP-N para a TDT, à semelhança do que já aconteceu em inúmeros países.

É por esta TDT não trazer nada de substancialmente novo e ter custos elevados que a resistência em aderir é tão grande. Os portugueses têm toda a razão em estar de pé atrás, esta TDT é um mau "negócio" para a maioria dos cidadãos. È aliás, pelo facto da TDT portuguesa não trazer praticamente nada de novo, que a publicidade que passa na TV aposta no sentimento de perda para levar as pessoas a aderir. Ou seja, você com a TDT não ganha nada, mas se não aderir vai perder o que já tem! Com esta TDT ganham todos, menos o “vulgar” cidadão, como já expliquei em post anterior.

Terá então o Estado alguma moral para cortar desta forma o acesso à televisão, que para muitos é a única fonte de distracção? Não! Os residentes de Agualva-Cacém e localidades vizinhas são as cobaias inocentes, vitimas dum processo desgovernado, inquinado desde o inicio e sem final feliz à vista. Governo, regulador, operador da rede e canais de televisão são os principais responsáveis. Quando esta trapalhada terminar alguns dos intervenientes no projecto TDT deveriam pensar duas vezes se deverão ou não colocar no seu Curriculum a participação em tão mal concebido e executado plano. Eu teria vergonha.

Agora terão sido 1000 as famílias que ficaram sem televisão mas, a continuarmos com esta vergonha nacional e internacional chamada TDT portuguesa, daqui a alguns meses não serão mais mil famílias, serão largas dezenas ou centenas de milhar que ficarão sem televisão. Tenho esperança que impere o bom senso.

23/06/2011:
Sem surpresa e à semelhança do que aconteceu em Alenquer, a ANACOM afirma que a migração para a TDT no Cacém foi um sucesso. A ANACOM baseia a sua conclusão com dados obtidos no seu posto de atendimento, na linha telefónica da TDT e nas oito juntas de freguesia. Apesar de ter afirmado que 1000 famílias poderiam ficar sem televisão, segundo a ANACOM, no dia do "apagão" (16-06) foram "detectadas" apenas 120 famílias sem televisão. Portanto, quem ficou sem televisão e não se "queixou" a estas entidades não conta. Moral da história: quem cala consente!

Apesar de considerar que o processo foi bem sucedido, a ANACOM alerta para o facto de as pessoas deixarem para a última hora a resolução do problema. Mas será que é de estranhar que as pessoas adiem para a última hora a transição para a TDT quando, por exemplo, a rede de emissores, que deveria estar pronta desde o início do ano, continua em dito "reforço de cobertura"? E quando dos 25 adaptadores TDT "testados" (com o patrocínio da ANACOM) apenas 3 são considerados (à justa) com boa qualidade?

Como venho dizendo, a ANACOM, em vez de transmitir aos políticos (e ao público) uma avaliação realista do processo, insiste em prosseguir a sua política de fuga para a frente tentando fazer crer que tudo está bem, não havendo portanto motivos para questionar o processo. Em Janeiro de 2012 veremos se a táctica resulta.


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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Testemunho - alteração da frequência TDT

Como o Blogue TDT em Portugal tem destacado, decorre actualmente a alteração do canal de emissão da TDT, do canal 67 para o canal 56 da banda de UHF. Esta alteração advém da necessidade de desocupar a faixa 790-862Mhz que será mais tarde utilizada para serviços de banda larga móvel.

Como informado anteriormente, a Anacom fixou a data limite de 31/07 para a conclusão das alterações mas, segundo o calendário das alterações disponibilizado, os trabalhos deverão ficar concluídos até 21/06.

Estranhamente (ou talvez não), nem Anacom, nem PTC, nem as televisões avisam sobre o que se está a passar e assim sendo, muitas pessoas deixando de receber televisão, julgam tratar-se de algum problema técnico com os emissores ou com o seu sistema de recepção. Tenho recebido várias queixas e pedidos de informação.

A alteração da frequência começou de sul para norte e boa parte do país já está a receber a TDT no canal 56 (754000Khz). Enquanto se procede às alterações de frequência é normal em muitos locais receber-se a emissão nos dois canais (C67 e C56), porque se capta mais do que um emissor e ainda não foram todos alterados para a nova frequência.

Por exemplo, em vários locais dos distritos de Aveiro e Coimbra, consoante a orientação da antena, é possível receber o canal 56 mas também ainda o 67, porque o emissor de Águeda (zona industrial) ainda está a emitir no canal 67. Mais a norte no distrito de Aveiro deverá ser possível receber outros emissores ainda a emitir no canal 67.

A alteração da frequência de emissão implica o desligamento temporário do emissor enquanto se procedem aos ajustes necessários. Nos distritos de Coimbra e Aveiro o processo tem sido rápido, menos de 1h30m.

Temporariamente, a TDT portuguesa emite pois em duas frequências (mas mesmo conteúdo). Sabe a pouco comparado com as 13 frequências (com dezenas de canais de TV e rádio) que chego a receber da Galiza em dias de boa propagação! Outro país, outro Governo, outra mentalidade…



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sábado, 28 de maio de 2011

Emissor da Lousã já emite TDT!

Tal como o Blogue TDT em Portugal adiantou a 5 de Maio, entrou em funcionamento no dia 25 de Maio um emissor de TDT na Serra da Lousã (Trevim). O emissor TDT está localizado no mesmo local onde há dezenas de anos funcionam os potentes emissores de rádio e televisão que dão cobertura a uma vasta zona do Centro e Norte de Portugal.

O emissor emite já no canal 56 de UHF (754000 Khz) e de acordo com a PT, dará cobertura outdoor (recepção com antena exterior) da zona centro, distrito de Coimbra. Não há ainda pormenores deste emissor mas, tal como o Blogue TDT em Portugal informou no dia 5 de Maio, é previsível que a potência de emissão seja relativamente baixa (< ou = a 100 Watts) e com restrições à emissão ou seja, não deverá emitir em todas as direcções.

A entrada em funcionamento do emissor da Lousã (Trevim) é mais um dos muitos exemplos da desinformação levada a cabo pelas entidades envolvidas na implantação da TDT portuguesa. Ainda em Junho de 2010 a PT havia informado que não estava planeado qualquer emissor TDT para a Lousã.

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Tal como o Blogue TDT em Portugal tem informado, a rede de emissores TDT ainda não está terminada, ao contrário do que estava estabelecido na licença de utilização do Mux A concedida à PTC e ao contrário do que o administrador para a TDT da Anacom havia informado.

Agora é a própria Portugal Telecom que afirma que continua a reforçar a rede de emissores TDT no território nacional:

Apesar de já ter sido ultrapassada a meta de cobertura TDT no território nacional no final de 2010 (mais de 87% da população coberta com TDT e a restante população com TDT Complementar via satélite), a Portugal Telecom continua a reforçar a rede, tendo entrado em funcionamento mais um emissor TDT:

Padrela (41°33'44.93"N; 7°31'0.81"W) - cobertura outdoor da região de Valpaços e de Vila Pouca de Aguiar.

O emissor de Padrela emite o sinal digital no canal 67 da banda UHF (838-846 MHz). Está prevista a alteração de canal deste emissor no dia 13 de Junho. A partir dessa altura deverá sintonizar o seu equipamento no canal 56 da banda UHF (750-758 MHz).

Já em 2 de Maio a PT havia informado da entrada em funcionamento de 4 novos emissores. A noticia da entrada eminente em funcionamento do emissor da Padrela foi dada pelo Blogue TDT em Portugal em 5 de Maio.

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TDT: adiamento do fim da televisão analógica no horizonte (actual.)

Em Dezembro de 2010 comentei que, devido à baixíssima adesão à TDT, a tão pouco tempo das datas definidas para o switch-off analógico, o adiamento do encerramento das emissões analógicas seria inevitável. Pois bem, agora praticamente em Junho de 2011, há novos factos, que a meu ver tornarão o adiamento quase certo.

A situação pouco evoluiu desde o inicio do ano quando se soube que apenas 1,1% dos portugueses sem serviços de televisão paga tinha aderido à TDT. Esta situação era perfeitamente previsível, dadas as opções que vêem sendo tomadas e que tenho insistentemente criticado desde a primeira hora. Como afirmei em Dezembro de 2010, será impensável que tanto aos canais de TV (RTP, SIC e TVI) fiquem sem boa parte dos seus telespectadores, como que os telespectadores fiquem sem acesso aos seus canais de TV. O custo político seria enorme e nenhum Governo com o mínimo de bom senso permitiria que tal acontece-se!

Vaticinei o adiamento do fim das emissões analógicas ainda antes de ser conhecido o adiamento dos encerramentos piloto. Desde então novos desenvolvimentos tornam o adiamento do desligamento dos principais emissores cada vez mais provável.

De acordo com o plano para a cessação das emissões analógicas, um emissor não poderá ser desligado sem que a população abrangida seja servida há mais de um ano por emissões de televisão digital terrestre. Como o Blogue TDT em Portugal tem informado, a rede de emissores, que deveria ter ficado completa até 31/12/2010, ainda não está terminada. Só este facto justifica um adiamento de pelo menos 6 meses na data do desligamento dos emissores analógicos. Talvez por esse motivo o administrador da Anacom responsável pela TDT tenha afirmado que a rede TDT ficou pronta em 2010, quando o Blogue TDT em Portugal tem demonstrado que não ficou.

Recordo que a CPMCS (que agrega os operadores de TV) também já teceu criticas quanto ao andamento da TDT. Mas talvez o mais preocupante é o facto da TVI (Media Capital) estar aparentemente a assumir uma posição de ruptura com o regulador (e o Governo). Tanto assim que a publicidade à TDT não passa na TVI!

Mais, a Media Capital ainda detém uso de uma rede própria de emissores de televisão analógica (RETI), apesar de ter negociado a sua alienação à PT pouco antes de abrirem os concursos para a TDT. A rede de emissores é gerida pela PT, mas continua propriedade da Media Capital (dona da TVI) e só após o desligamento analógico passará a ser propriedade da PT. Não conhecendo os termos exactos do negócio, não é de excluir a possibilidade da TVI ter acautelado a sua posição e decidir boicotar o desligamento analógico, continuando a emissão em analógico, caso entenda que não estejam reunidas todas as condições para o encerramento das emissões em analógico. Embora remota, a possibilidade do negócio não se concretizar está prevista no contrato. Se a TVI decidir boicotar os desligamentos, SIC e RTP iriam atrás. Seria o mais claro sinal do fracasso da “estratégia” de implementação da televisão digital terrestre em Portugal.

Tal como já comentei, recordo que ao contrário do que alguns responsáveis pretendem fazer crer, não existe obrigação de Portugal encerrar as emissões de televisão analógica em 2012. Existe apenas uma recomendação da Comunidade Europeia. E, apesar da maioria dos países europeus ter decidido encerrar as emissões de televisão analógica até 2012, nem todos o irão fazer. Como já comentei, a Polónia decidiu só encerrar as emissões analógicas até 31/07/2013. Só em Junho de 2015 desaparece a protecção às emissões analógicas, ou seja, as emissões analógicas, se necessário, poderiam prolongar-se até 2015. Claro que isso não irá acontecer pois o Estado tem pressa em libertar espectro para leiloar e os operadores de telecomunicações têm pressa em utilizá-lo para ganhar dinheiro. Só não houve pressa em arrancar a sério com a TDT oferecendo de facto alguma coisa em troca ao consumidor!

Dado o baixíssimo nível de adesão à TDT, ou o futuro Governo trata de aumentar a oferta de canais (como tenho reclamado e já deveria ter acontecido há anos), ou ver-se-á obrigado a custear a 100% o custo dos adaptadores TDT. De qualquer forma, o adiamento do desligamento das emissões analógicas em pelo menos 6 meses parece ser um dado adquirido.

27/07/2011:
Confirma-se a recusa da TVI em participar na campanha de "publicidade" da TDT, tal como referi em 28 de Maio.
Agora é o jornal Correio da Manhã que noticia o facto da TVI não ter participado na primeira campanha publicitária que se iniciou em Março. O jornal afirma ainda que, segundo a ANACOM, apenas a RTP aceitou participar em futuras campanhas. A campanha de publicidade à TDT nas TV's foi planeada para duas fases, estando previsto que a segunda fase arranque em Setembro ou Outubro. A mensagem desta segunda fase será a obrigatoriedade da mudança.

3/10/2011:
A ANACOM ou o Governo terão conseguido convencer a TVI e a SIC a passar a segunda campanha de publicidade à TDT nos seus canais. Os spots publicitários estão a passar (pelo menos) na RTP1, SIC e TVI.

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segunda-feira, 16 de maio de 2011

TDT: apagão em Alenquer exige reflexão

O apagão analógico em Alenquer foi há poucos dias, mas já é possível retirar algumas conclusões e lições para o futuro. O Blogue TDT em Portugal recebeu vários testemunhos de profissionais e habitantes de Alenquer que ajudam a compreender como decorreu realmente a primeira experiência de passagem da televisão analógica para a televisão digital.

Tal como tinha previsto, o “apagão” analógico em Alenquer afectou um número reduzidíssimo de telespectadores (300 familias segundo um responsável do Governo). Segundo um instalador local, a zona afectada foi unicamente a parte mais baixa da Vila de Alenquer e só de um lado da encosta e mesmo assim, nem todos deixaram de receber a televisão analógica. Apesar de ter um emissor analógico dedicado, a maioria da população da vila não tem as suas antenas para lá orientadas porque o mesmo não emite a TVI. A maioria dos residentes tem as antenas orientadas para o emissor de Montejunto e não foram portanto afectados pelo desligamento do emissor de Alenquer.

A falta de informação e confusão foram evidentes. Na véspera do desligamento do sinal analógico muitos residentes, quando entrevistados, ainda desconheciam o que é a TDT! Outro instalador da zona informou o Blogue TDT em Portugal que recebeu incessantemente telefonemas, até altas horas, de pessoas residentes em aldeias do concelho não afectadas pela mudança, convencidas que iriam ficar sem televisão no dia 12. Claramente, a informação correcta não chegou aos destinatários. Parece não ter havido o cuidado de informar as pessoas de que quem recebia o sinal proveniente do emissor de Montejunto não seria afectado. O “ataque” cerrado de agentes de operadoras de televisão paga, que começaram o seu “trabalho” bastante tempo antes de arrancar a campanha da Anacom, também não deverá ter ajudado.

Outro aspecto que ficou evidente é a falta de qualidade das instalações de antena existentes em casa de muitos telespectadores. Tanto a Anacom como a PTC têm desvalorizado este problema, fazendo passar a ideia que para receber a TDT basta trocar de televisor ou comprar um receptor TDT e ligá-lo. Quem anda no terreno sabe que em grande medida, em boa parte do país, isso não passa de pura ficção! Há imensos casos em que a televisão analógica não se recebe bem, porque simplesmente as instalações estão mal feitas ou estão deterioradas. E há de tudo: utilização de antenas desadequadas, antenas mal orientadas, má utilização de amplificadores, etc. Muitos telespectadores nem sequer sabem de que emissor recebem o sinal, como aliás ficou evidente em Alenquer!

Na grande maioria destes casos, a passagem para o digital vai tornar ainda mais evidentes essas deficiências, mais ainda devido ao tipo de rede DVB-T utilizada no Continente e as consequentes limitações da potência de emissão a que obriga.

Apesar de afectar uma quantidade mínima de telespectadores, a experiência piloto de Alenquer serviu para desmentir a ilusão criada por alguns de que tudo corre bem com a implantação da televisão digital terrestre em Portugal. Se não forem tomadas medidas rapidamente, quando se iniciar o encerramento dos grandes emissores, que naturalmente afectam muitos milhares de telespectadores, será a confusão generalizada. Quem disser o contrário estará a dourar a pílula.

O próximo desligamento da televisão analógica terá lugar a 16 de Junho em Agualva-Cacém, uma zona onde também é possível captar emissores analógicos alternativos.

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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Alenquer fica sem TV analógica: 1º desligamento é hoje

Alenquer tornar-se-á a partir de hoje na primeira localidade portuguesa a ficar sem o “antigo” sinal de televisão analógica que chega a casa da maioria dos portugueses. O emissor de sinal analógico de Alenquer será desligado às 11H30 e, para continuar a ver os quatro canais (RTP1, RTP2, SIC e TVI) com qualidade de imagem, só através da Televisão Digital Terrestre que já emite os canais a partir do mesmo local mas em sistema digital DVB-T.

O desligamento do sinal analógico em Alenquer segundo o Secretário de Estado do MOPTC irá afectar apenas 300 famílias e será o primeiro de três ensaios que antecedem o inicio da fase de desligamento geral das emissões analógicas de televisão no nosso país, cujo inicio está marcado para 12 de Janeiro do próximo ano. Segundo dados da Anacom, em Alenquer 82% dos residentes tem televisão paga, apenas 16% dos televisores não estão preparados para a TDT e 80% das famílias que precisam de fazer adaptações para a TDT são beneficiárias potenciais do programa de subsidiação. Alenquer não é portanto de modo algum representativa da realidade portuguesa, como aliás chamei à atenção em Agosto de 2010:

Creio pois que o desligamento nestes locais não vai permitir um verdadeiro teste ou ensaio para os desligamentos de 2012. Mais parece que a verdadeira intenção desta escolha foi causar o menor impacto possível junto da população e, mais uma vez, não encarar de frente os problemas que a TDT portuguesa enfrenta: preço dos adaptadores e oferta de canais. Assim, espera-se que estes "pilotos" sejam mais um "sucesso" para os responsáveis políticos. In Blog TDT em Portugal 6/08/2010

Na vila dois quiosques ambulantes de duas empresas prestam informações e vendem as caixas receptoras necessárias para adaptar os televisores não preparados para a nossa TDT. A procura não é muita, dizem. As pessoas procuram sobretudo esclarecimentos.

Para receber a TDT a partir do emissor de Alenquer será necessário:
  • Ter antena adequada e preferencialmente orientada ao emissor de Alenquer;
  • Possuir televisor com sintonizador DVB-T MPEG4/H.264 ou utilizar um receptor TDT DVB-T/H.264 conectado entre o televisor e a antena;
  • Realizar uma pesquisa automática de canais ou sintonizar manualmente o canal 56 (frequência 754000Khz), largura de banda 8Mhz.
Note-se que poderão ser afectados não só os residentes de Alenquer, mas também de algumas localidades próximas que eventualmente recebam o sinal analógico a partir do emissor de Alenquer. Nalguns casos poderá ser possível continuar a receber o sinal analógico (embora não nas melhores condições) reorientando a antena e resintonizando os canais.

No decorrer de 2011 haverá ainda mais dois ensaios: Agualva-Cacém (16/06) e Nazaré (13/10). O encerramento dos últimos emissores está marcado para 26 de Abril de 2012.

De notar que na véspera do desligamento do sinal analógico o presidente da Associação Nacional de Municípios voltou a pedir ao Governo o adiamento da TDT, desta vez com o apoio do PSD, que se diz preocupado com o prejuízo que o "apagão" analógico pode causar na campanha eleitoral. Pois é, os políticos só se lembram de “defender” as populações quando precisam do seu voto. Defender mais canais na TDT, fiscalizar o cumprimento de promessas e o respeito pelos prazos acordados, isso não fazem. Ignoraram alertas e deixaram a TDT portuguesa seguir pelo caminho errado, completamente manipulada por lobbies mesquinhos mas poderosos, e agora que se aproxima a Hora H, a solução que apresentam é adiar! Mas o adiamento é mesmo cada vez mais provável, como já justifiquei em Dezembro de 2010. Aliás, a cada dia que passa o adiamento do inicio do processo de desligamento dos principais emissores analógicos, marcado para 12 de Janeiro de 2012, torna-se mais provável.

O blogue TDT em Portugal gostaria de recolher impressões sobre o processo de transição a decorrer em Alenquer. Se é residente na zona afectada agradeço o seu comentário ou o envio de mensagem para o correio electrónico tdtportugal@gmail.com. Não deixe que manipulem a realidade, diga de sua justiça!

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terça-feira, 3 de maio de 2011

TDT: cobertura não está terminada! (act.)

Ao contrário do que um alto responsável da Anacom informou, a instalação da rede de emissores TDT não ficou concluida no final de 2010! O blogue TDT em Portugal, em diversas ocasiões, manifestou estranheza pela contradição entre as declarações da Anacom e a informação prestada ao público pela PTC que recordo, informa que a rede de emissores ainda irá ser reforçada. Recordo que em Fevereiro um administrador da Anacom afirmou:

«instalação da rede, coberturas, está tudo montado», «as obrigações de cobertura da totalidade do território…foi concluído até ao final do ano passado».

Agora é o próprio site oficial (da PTC) que comunica a entrada em funcionamento de novos emissores:

Segunda-feira, 2 de Maio de 2011
Entrada em funcionamento de mais 4 emissores TDT
Nos últimos dias entraram em funcionamento mais quatro emissores TDT:
Avis (39° 3'13.20"N; 7°53'26.08"W) – cobertura indoor de Avis;
Bufão - Ponte de Sôr (39°16'43.50"N; 8° 4'18.90"W) – cobertura outdoor de Ponte de Sôr;
Gaia – Castelo (41° 8'24.82"N; 8°37'28.84"W) – cobertura indoor de Gaia;
Odivelas – Centro (38°47'10.43"N; 9°10'53.46"W) – cobertura indoor de Odivelas.
Estes quatro emissores emitem o sinal digital no canal 67 da banda UHF (838-846 MHz). Até ao final do mês de Junho, será realizada uma alteração da frequência destes emissores, pelo que a partir dessa altura deverá sintonizar o seu equipamento no canal 56 da banda UHF (750-758 MHz).
Existem actualmente 157 emissores TDT activos em Portugal.

Este desenvolvimento (na minha opinião) põe em causa a credibilidade da entidade reguladora. Afinal, tal como afirmei a 1/01/2011, a PTC não pode ter cumprido com a obrigação do titulo habilitante do Mux A da TDT pois, nem terminou a cobertura terrestre, nem disponibilizou a recepção complementar DTH (satélite) a tempo de garantir a cobertura de 100% da população até 31/12/2010. O facto da PTC ter um serviço DTH (MEO) capaz de fornecer o acesso a qualquer cidadão não pode ser considerado como prova do cumprimento da sua obrigação de cobertura da TDT pois, se assim fosse, então a PTC teria logo assegurado o cumprimento dos 100% de cobertura da TDT no próprio dia em que lhe foi entregue o título habilitante do Mux A, em Dezembro de 2008!

A última coisa que a TDT portuguesa necessitava era um regulador desacreditado, mas creio que agora não restam dúvidas que (no minimo) a verdade tem sido distorcida. Claro que isto levanta questões muito sérias que outras pessoas ou entidades responsáveis poderão desenvolver nas instâncias próprias. Haja interesse e coragem.

5/05/2011:
Boas notícias! Ao que tudo indica ainda durante o mês de Maio, Tondela (e arredores) será servida por um emissor TDT localizado na Serra do Caramulo. Também em Maio na Lousã (Trevim) poderão ter inicio emissões TDT. Caso o emissor seja efectivamente instalado no topo da Serra da Lousã (Trevim), é previsível que a potência seja relativamente baixa (<100 Watts) e com restrições à emissão ou seja, não deverá emitir em todas as direcções. Também ainda em Maio poderá também arrancar um emissor na Serra da Padrela - Vila Pouca de Aguiar.

9/05/2011:
Informação recebida de um leitor aponta para a futura instalação de um emissor TDT próximo do Castelo de Marvão. Os trabalhos estão ainda na fase inicial.

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segunda-feira, 2 de maio de 2011

TDT: emissões no Canal 56 (act.)

Como informado anteriormente no blogue TDT em Portugal, a PTC irá proceder à alteração da frequência de emissão da TDT dos actuais 842000Khz (canal 67) para os 754000Khz (canal 56). Este processo irá decorrer até 21 de Junho e, como previsto, começou pelo emissor de Alenquer no passado dia 12 de Abril. Entretanto recebi já informação de que também Tavira já recebe a TDT portuguesa pelo canal 56 de UHF desde 30 de Abril.

Recordo que as alterações em curso afectam não só as emissões da Televisão Digital Terrestre mas também a emissão em analógico (principalmente da RTP2) em alguns emissores e retransmissores que emitem no canal 56 (e eventualmente no C55 e C57) sendo a respectiva frequência de emissão alterada a fim de permitir a utilização do canal 56 pela Televisão Digital Terrestre.

Como também informei, prevêem-se algumas perturbações nas emissões pois, enquanto se procede à alteração da frequência e aos necessários ajustes, os emissores serão desligados.

Emissões TDT já no canal 56 (754000Khz):
Abrantes
Águeda
Águeda - Zona Industrial
Alcobaça
Alenquer
Algueirão
Almada
Alto de São Bento (Évora)
Alvaiázere
Amarante
Arouca
Aveiro Centro
Avessadas
Avis
Azóia, Sintra
Barcarena
Batalha
Beja
Benfica, Lisboa
Bezerra
Boa Viagem
Bonfim, Porto
Braga
Braga - Centro
Bragança
Bufão (Ponte de Sôr)
Cacém
Caldas da Rainha
Caldas de Vizela
Candeeiros
Caparica
Cascais
Ceira (Coimbra)
Cerro da Águia (Albufeira)
Coimbra - Ceira
Coimbra-Observatório
Covilhã - Carpinteira
Covilhã - Reitoria
Cruz de Pau
Elvas
Estoril
Estremoz
Évora - Entrevinhas
Faro
Fátima
Foia
Foz (Porto)
Funchal (Madeira)
Gaia
Gaia - Castelo
Graça
Guarda
Guimarães - Centro
Guimarães - Penha
Janas
Junqueira
Lagos Centro
Leça
Leiria
Lisboa - Castelo
Lisboa - Estrela
Lisboa - Restelo
Lisboa - Xabregas
Loulé
Lourosa
Mangualde
Malveira
Mértola
Monsanto, Lisboa
Monte da Virgem, Porto
Monte do Facho
Monte Franqueira (Barcelos)
Montejunto
Mortágua
Nazaré Centro
Óbidos
Odemira
Odivelas
Odivelas - Centro
Olivais
Palmela
Palmeira de Faro
Pedra do Vento
Penacova
Penafiel
Penedo da Saudade, Coimbra
Penedo Gordo
Picota (Loulé)
Portalegre
Porto - Av. Brasil
Porto - Fernão Lopes
Porto - Pedro Escobar
Póvoa de Santo Adrião
Redondo
Reguengos de Monsaraz
Rio Arda
Santarém
Santiago do Cacém
Santo Tirso
São Bernardo
São Miguel (Faro)
Seixo-Alvo, Porto
Serpa
Sertã
Sesimbra
Silves
Silves Centro
Sines
Sintra
Sítio da Nazaré
Tavira
Tomar
Torres Vedras
Trancão - Torres Novas
Trevim, Lousã
Vale de Cambra
Vale Verde, Peniche
Valongo
Vila Viçosa
Viseu Centro
Viseu Sul
Volta da Pedra (Palmela)
Vouzela

Emissões no Canal 54 (Madeira):
Pico Arco Calheta
Pico Arco de São Jorge
Pico da Cruz
Pico do Facho
Pico do Galo
Pico do Silva
Porto Santo (Ilha da Madeira)

Nota: este post será actualizado à medida que ocorram alterações na frequência de emissão, pelo que agradeço o envio do vosso contributo para tdtportugal@gmail.com

Datas previstas para os trabalhos de alteração da frequência dos emissores:

 EMISSOR
DIA E HORA
 Cacém26-04-2011
 Cerro de Águia27-04-2011
 Silves27-04-2011
 Silves Centro 27-04-2011
 Faro 28-04-2011
 Loulé28-04-2011
 Picota28-04-2011
 Mértola29-04-2011
 São Miguel, Faro29-04-2011
 Tavira29-04-2011
 Foia 02-05-2011
 Lagos - Centro02-05-2011
 Sines02-05-2011
 Odemira02-05-2011
 Redondo03-05-2011
 Reguengos de Monsaraz03-05-2011
 Vila Viçosa03-05-2011
 Santiago do Cacém03-05-2011
 Elvas04-05-2011
 Estremoz04-05-2011
 Portalegre04-05-2011
 Serpa04-05-2011
 Avis05-05-2011
 Bufão05-05-2011
 Beja05-05-2011
 Cruz de Pau06-05-2011
 Palmela06-05-2011
 Volta da Pedra, Palmela06-05-2011
 Évora - Entre-Vinhas06-05-2011
 Almada09-05-2011
 Barcarena09-05-2011
 Lisboa - Restelo09-05-2011
 Alto de São Bento09-05-2011
 Bezerra10-05-2011
 Cascais10-05-2011
 Estoril10-05-2011
 Sesimbra10-05-2011
 Algueirão11-05-2011
 Azóia11-05-2011
 Sintra11-05-2011
 Caparica11-05-2011
 Benfica, Lisboa12-05-2011
 Monsanto, Lisboa12-05-2011
 Janas12-05-2011
 Graça13-05-2011
 Lisboa - Castelo13-05-2011
 Lisboa - Estrela13-05-2011
 Malveira13-05-2011
 Lisboa - Xabregas16-05-2011
 Olivais16-05-2011
 Póvoa Santo Adrião16-05-2011
 Montejunto16-05-2011
 Odivelas17-05-2011
 Odivelas - Centro17-05-2011
 Torres Vedras17-05-2011
 Trancão - Torres Novas17-05-2011
 Caldas da Rainha18-05-2011
 Óbidos18-05-2011
 Peniche18-05-2011
 Águeda18-05-2011
 Abrantes19-05-2011
 Santarém19-05-2011
 Leiria20-05-2011
 Nazaré Centro20-05-2011
 Sitio da Nazaré20-05-2011
 Alcobaça23-05-2011
 Batalha23-05-2011
 Candeeiros23-05-2011
 Monte Facho23-05-2011
 Fátima24-05-2011
 Sertã24-05-2011
 Tomar24-05-2011
 Alvaiázere24-05-2011
 Ceira25-05-2011
 Penedo da Saudade, Coimbra25-05-2011
 Coimbra-Observatório25-05-2011
 Trevim25-05-2011
 Aveiro Centro26-05-2011
 Boa Viagem 26-05-2011
 São Bernardo26-05-2011
 Vale de Cambra26-05-2011
 Mortágua27-05-2011
 Penacova27-05-2011
 Mangualde27-05-2011
 Tondela27-05-2011
 Águeda - Zona Industrial30-05-2011
 Viseu - Centro30-05-2011
 Viseu - Sul30-05-2011
 Vouzela30-05-2011
 Lourosa31-05-2011
 Rio Arda31-05-2011
 Seixo Alvo31-05-2011
 Arouca31-05-2011
 Gaia01-06-2011
 Gaia - Castelo01-06-2011
 Monte da Virgem, Porto01-06-2011
 Bonfim02-06-2011
 Porto - Fernão Lopes02-06-2011
 Porto - Pedro Escobar02-06-2011
 Foz03-06-2011
 Leça03-06-2011
 Porto - Av. Brasil03-06-2011
 Junqueira03-06-2011
 Avessadas06-06-2011
 Penafiel06-06-2011
 Valongo06-06-2011
 Santo Tirso06-06-2011
 Amarante07-06-2011
 Caldas de Vizela07-06-2011
 Guimarães - Centro07-06-2011
 Guimarães07-06-2011
 Braga - Centro08-06-2011
 Monte Franqueira - Barcelos08-06-2011
 Palmeira de Faro 08-06-2011
 Braga08-06-2011
 Alto do Galeão09-06-2011
 Ponte de Lima 09-06-2011
 Arcos de Valdevez09-06-2011
 Padrela13-06-2011
 Penouta13-06-2011
 Serra Alvão13-06-2011
 Monte Gois13-06-2011
 Lamego14-06-2011
 Resende14-06-2011
 São Domingos14-06-2011
 Valença14-06-2011
 Bragança 15-06-2011
 Lousa15-06-2011
 Vale de Mira15-06-2011
 Leiranco15-06-2011
 Marofa16-06-2011
 Surrinha16-06-2011
 Trancoso16-06-2011
 Bragança16-06-2011
 Guarda17-06-2011
 Pedra do Vento17-06-2011
 Bornes17-06-2011
 Carpinteira - Covilhã20-06-2011
 Covilhã - Reitoria20-06-2011
 Gardunha21-06-2011
 Penamacor21-06-2011
 Penedo Gordo21-06-2011
Nota: os trabalhos iniciam-se pelas 9:00

Informação facultada pela ARAT - Associação de Radioamadores do Alto Tâmega.
A ARAT informa que vai realizar nos próximos dias 10 e 11 de Junho a sua Feira da Rádio e terá uma sessão de esclarecimento sobre TDT no dia 10 pelas 14:30.

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